Brasil ratifica Acordo de Paris

(Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

Nesta segunda-feira, 12 de setembro, o Brasil deu mais um passo para combater o aquecimento global. O presidente Michel Temer ratificou o Acordo de Paris – compromisso firmado entre mais de 180 nações para impedir o aumento da temperatura do planeta em até 2ºC.

Com o documento, que já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado, as metas climáticas brasileiras deixam de ser promessas e se tornam compromissos formais, conhecidos como Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, sigla em inglês).

Segundo o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, esta “é a oportunidade para reorientarmos o projeto de desenvolvimento nacional se agirmos de maneira firme e ambiciosa”, de forma a promover o crescimento econômico, o combate a pobreza, a geração de emprego de qualidade, inovação e investimento verde.

O ministro também afirmou que o governo se empenhará na preservação de áreas de proteção ambiental e parques nacionais, irá incentivar o turismo sustentável e divulgará em tempo real dados de desmatamento da Amazônia e do Cerrado.

“O Brasil assume papel de protagonista na implementação do Acordo de Paris ao ser o primeiro entre os dez maiores emissores do mundo a ratificá-lo. A mensagem é clara: não podemos esperar mais quatro anos para tornar o acordo realidade. Se quisermos evitar os piores impactos das mudanças climáticas, é preciso agir já”, afirmou André Ferretti, coordenador-geral do Observatório do Clima.

Ao ratificar as medidas, que devem ser implementadas a partir de 2017, o Brasil se propõe a cortar 37% das emissões de gases de efeito estufa no país até 2025, restaurar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas, reflorestar 12 milhões de hectares e acabar com o desmatamento ilegal da Amazônia até 2030.

O Acordo de Paris foi estabelecido em dezembro de 2015, durante a COP 21, sendo aprovado por 195 países para reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) e evitar o aumento da temperatura média global em 2°C acima dos níveis pré-industriais.

** Com informações do UOL