Dilma fala da barragem de Mariana na COP-21

(Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR)

A presidente Dilma já dez seu primeiro pronunciamento na COP-21. Em discurso, abordou o pior desastre ambiental do Brasil , que vai completar um mês e tem repercussão mundial – o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG) e a extensão de destruição ao longo do Rio Doce até o oceano Atlântico, na costa do Espírito Santo.

“A ação irresponsável de umas empresas provocou o maior desastre ambiental na história do Brasil, na grande bacia hidrográfica do rio Doce”, afirmou. “Estamos reagindo pesado com medidas de punição, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia.”

Paris - França, 30/11/2015. Presidenta Dilma Rousseff participa de reunião com Senhor Jean-Claude Junker, Presidente da Comissão Europeia e com o Senhor Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu durante 21º Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima – COP21. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Paris – França, 30/11/2015. Presidenta Dilma Rousseff participa de reunião com Senhor Jean-Claude Junker, Presidente da Comissão Europeia e com o Senhor Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu durante 21º Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima – COP21. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidente defendeu que acordo contra o aquecimento global a ser assinado na conferência tenha força legal – sendo transformado em lei a ser cumprida dentro de cada país que assinar o documento.

O discurso de Dilma se alinhou com a posição da União Europeia, que quer dar ao texto que será assinado tenha validade jurídica mais forte.

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A presidente destacou a promessa brasileira para 2030, de reduzir em 43% as emissões em comparação com os níveis de 2005, além de recuperar 32 milhões de hectares de florestas e pastagens degradadas. Ela afirmou que o país já está sentindo os efeitos da mudança climática, com “secas no Nordeste, chuvas e inundações no Sul e no Sudeste do país.”