Empresas deverão ser transparentes sobre seus riscos ambientais

(Foto: Reprodução/ Pnuma)

Para adaptar a economia as propostas da COP 21, as empresas terão que disponibilizar informações ao mercado financeiro sobre os possíveis impactos ambientais e climáticos. Esta ação será cada vez mais comum, segundo o presidente do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), Mark Carney, que anunciou a criação de um grupo de especialistas empresariais, durante a Conferência do Clima – COP-21.

A proposta de Carney é que os especialistas direcionem corretamente a avaliação ambiental das empresas para que bancos, seguradoras, investidores e acionistas compreendam os riscos ambientais, que poderão ser desenvolvidos com o tempo. “Uma vez que você tem informações para fazer julgamentos sobre companhias e setores, e sua exposição à mudança climática, e suas estratégias, o mercado pode se mover mais rapidamente”, explicou o presidente do FSB.

O surgimento do grupo, que será composto por dez especialistas, foi baseado nos alertas de especialistas mundiais sobre os impactos das mudanças climáticas na economia global. Para corrigir o que Carney chamou de “deficiência do mercado”, a equipe terá como objetivo desenvolver um padrão voluntário, que deverá considerar três critérios de riscos:

  • Físico ou Impactos de eventos relacionados com o clima (inundações, secas etc.).
  • Questões de responsabilidade decorrentes de investidores processando empresas por não divulgarem riscos.
  • Questões de transição em que os ativos, especialmente reservas de combustível fóssil, são reavaliados devido à transição a uma economia de baixo carbono.

Investidores de aproximadamente 400 instituições, que representam US$ 24 trilhões em ativos, fizeram um apelo global para os governos adotarem medidas rigorosas, serem firmes durante a transição de sua economia e investirem em projetos sustentáveis.

** Com informações do jornal Valor Econômico.