EUA e China decidem assinar o Acordo de Paris

(Foto: Reprodução)

Quase quatro meses após o fim da COP 21, os Estados Unidos e a China anunciaram, no fim da semana passada, que serão os primeiros dois países a assinar o Acordo do Paris no dia 22 de abril.

A notícia foi recebida com euforia pelo secretário da ONU, Ban Ki-Moon, que parabenizou a atitude do presidente dos EUA, Barack Obama, e do líder chinês, Xi Jinping, no site da Organização. “O Secretário Ban Ki-Moon congratula os dois líderes e incita os demais a aderirem ao Acordo a partir do dia 22, quando será aberto para as assinaturas. É preciso isso para que o Acordo de Paris possa entrar em vigor o mais cedo possível”, escreveu.

O compromisso com o clima entre os dois países deve ser estendido com a ampliação da cooperação bilateral em grupos de trabalho, como o US-China Climate Change Working Group, criado em 2013.

Juntos os dois países são responsáveis pela emissão de 40% dos gases poluentes em todo o mundo. Apesar de ter um plano para tornar a energia eólica a principal fonte de energia até 2050, os Estados Unidos ainda são dependentes do petróleo. Enquanto a China possui uma das maiores reservas de carvão do mundo, mineral utilizado para abastecer 70% da energia nacional.

Mesmo com a assinatura do Acordo de Paris, todos os países precisam fazer um grande esforço para reduzir as emissões de carbono o mais rápido possível. Foi o que revelou um estudo do Greenpeace Internacional e do Sierra Club divulgado no último dia 30.

De acordo com o documento, o consumo de carvão em 2015 foi reduzido, mas ainda há 1.500 usinas de carvão ou em fase de planejamento ou em construção. Enquanto, o setor de energia global aumentou em pelo menos 25%, o equivalente a 84 Gigawatts (GW) sua capacidade energética com o uso do mineral, em comparação a 2014.

O estudo ainda apontou que o Brasil possui 1805 usinas de carvão em operação, atualmente, sendo que em 2010 havia 350. Em contrapartida, a China construiu mais de 297 mil usinas entre 2010 e 2015.

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