Limitar o aquecimento global melhora o crescimento, emprego e segurança

(Foto: Reprodução/ OMM)

Se o limite da temperatura global de 1,5ºC sobre os níveis pré-industriais for mantido, o crescimento econômico medido pelo PIB seria 10% maior, o equivalente a US$12 trilhões a mais, em comparação com as políticas atuais que levariam a temperatura subir.

Esta é a principal conclusão apresentada no estudo Low Carbon Monitor lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), durante a COP 22 nesta quarta-feira (16).

De acordo com o relatório, a meta de 1,5ºC é viável, desde que a emissão de CO2 esteja zerada em meados do século e a quota de investimentos em energia limpa perto de 100% do mix de energia. Além disso, o limite no aquecimento também criaria 68% de empregos relacionados à energia em 2030.

Pela primeira vez, o estudo mostra que uma trajetória de 1,5 °C reduz em um mês inteiro o comprimento de ondas de calor extremas a cada ano para a maioria das regiões tropicais em meados do século, impedindo o desaparecimento dos recifes de coral e da camada de gelo da Groenlândia.

Outra constatação apresentada pelo documento é que a energia renovável é a chave para enfrentar a pobreza energética. Já que praticamente todos os países são capazes de produzir múltiplos de suas necessidades energéticas atuais apenas a partir de fontes renováveis.

“Tanto para os países desenvolvidos como em desenvolvimento, os danos muito menores causados pela mudança climática em um caminho de 1,5°C significam que as oportunidades de crescimento econômico podem ser preservadas em grande parte. Na ausência de ação climática, essas oportunidades seriam substancialmente reduzidas até a década de 2040”, explica o co-diretor da Climate Analytics e co-editor do relatório, Dr. Michiel Schaeffer.

Encomendado pelo Climate Vulnerable Forum e desenvolvido independentemente em parceria com o Climate Analytics, instituto de ciência e políticas climáticas, o relatório apresenta dados novos, em comparação as políticas atuais. Para ler o estudo na íntegra, acesse: http://www.thecvf.org/low-carbon-monitor/