COP 25 termina sem grandes compromissos ambientais em Madri

(Foto: UN Climate Change)

Após as negociações se estenderem por dois dias, os líderes de quase 200 países encerraram a 25ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 25), em Madri, sem metas concretas para combater às mudanças climáticas.

Os representantes apresentaram um texto no qual se comprometem a evitar que a temperatura média do planeta suba 1,5ºC e prometem ampliar a mobilização global. 

Entretanto, as delegações decidiram adiar a apresentação de “compromissos mais ambiciosos” para reduzir as emissões de gases poluentes para a próxima conferência, que acontecerá em Glasgow, na Escócia, em novembro de 2020.

A regulamentação do mercado de carbono foi uma das decisões adiadas. O mercado é uma forma de países que não cumprem suas metas de emissão compensarem isso pagando a países que fizeram sua parte.

A adoção de metas mais ambiciosas teve a oposição de países, como Brasil, Estados Unidos, Índia e China. O Brasil ajudou a travar a assinatura do documento final. Os representantes brasileiros tentaram retirar um artigo que reconhece a importância dos oceanos e os impactos do uso da terra nas mudanças climáticas. Além de defender regras mais fracas que poderiam gerar a chamada dupla contagem de redução de emissões para cumprimento de metas de dois países.

Para o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, o resultado da conferência foi uma “frustração” e as principais decisões ficaram para o próximo ano.

Caio Magri, presidente do Instituto Ethos, analisou a participação do Brasil na Conferência, a  importância do compartilhamento de experiências e da preservação do meio ambiente. Ouça abaixo a análise:

** Com informações do G1