Banco Mundial pede asilo para moradores de ilhas ameaçadas pela mudança climática

(Foto: Pixabay)

O Banco Mundial publicou um documento em que pede para a Austrália e a Nova Zelândia permitirem a migração de habitantes de ilhas no Pacífico, que estão ameaçadas pela mudança climática.

Segundo a instituição, ao autorizar a entrada dessas pessoas no país, será possível fazer uma migração organizada para evitar problemas com o avanço da mudança climática, além de ajudar a movimentar as economias locais.

Para isso, o Banco sugere que a migração permita o trabalho e a moradia permanente de moradores de duas ilhas: Tuvalu e Quiribáti – ilhas com 11 mil e 107 mil habitantes, respectivamente – que já começaram a sentir os impactos da alteração no clima.

Com o derretimento das calotas polares e, consequentemente, o aumento no nível do oceano, o mar em alguns lugares das ilhas já está invadindo as casas. De acordo com o documento, o medo já está presente e 17 pessoas já pediram abrigo na Austrália e na Nova Zelândia. A estimativa do Banco é que 1300 pessoas migrem para os dois países por ano, caso o programa seja colocado em prática.

“A piora dos impactos das mudanças climáticas criou um novo imperativo moral para o acesso aberto. Os dois governos (de Tuvalu e Quiribáti) preferiram um fluxo lento, resultante da migração voluntária, e não desejariam que seus povos fossem tratados como “refugiados” fugindo de uma situação econômica e ambiental desesperada”, afirma o documento.

Apesar do pedido dos habitantes das ilhas, as requisições estão sendo negadas com o argumento de que a convenção sobre refugiados não reconhece a mudança climática como motivo de proteção.

A situação pode piorar

Estima-se que, desde 2008, mais de 22,5 milhões de pessoas deixaram as suas casas por ano devido os impactos da mudança climática e pelas catástrofes naturais. Entre as principais causas de migração estão: a desertificação de terra, catástrofes por tufões e inundações.

A ONU e algumas instituições de pesquisa prevêem que pode chegar a 250 milhões o número de pessoas desalojadas, por ano, por causa do clima, até 2050.

** Com informações do jornal O Globo