Indústria automobilística e a fraude na emissão de poluentes

Foto- Greenpeace

   

Primeiro foi o escândalo da Volkswagem que, em setembro de 2015, assumiu o uso de um programa de computador que burla testes de emissões de poluentes.

Em janeiro, o governo francês afirmou que resultados preliminares de testes com motores a diesel apontam que a Renault e “várias fabricantes de outros países” descumprem normas de emissões de CO2 e óxidos de nitrogênio

Em abril, a Mitsubishi admitiu que manipulou o processo de teste de consumo de combustível de modo que os resultados refletiram dados melhores que os reais de eficiência energética, explicou o presidente da companhia, Tetsuro Aikawa, em em Tóquio. A manipulação afeta 157 mil unidades dos modelos ek Wagon e ek Space produzidos pela Mitsubishi desde 2013, e outras 468 mil unidades do Dayz e do Dayz Roox, que são produzidos pela Mitsubishi e comercializados pela Nissan.

E agora, a Coreia do Sul anunciou que multará a Nissan pela falsificação de dados de emissões de poluentes do SUV Qashqai equipado com motor a diesel. A multa será de 330 milhões de won (US$ 280.000), disse o ministério sul-coreano do Meio Ambiente em um comunicado. A montadora nega irregularidades.

Não adianta nada ir para Paris, participar das reuniões de estudo de redução de poluentes para controlar o aquecimento global e ficar tudo no discurso…

O papel aceita tudo, mas hoje há ferramentas de verificação que apontam as fraudes. E a questão da imagem corporativa fica seriamente afetada com as repercussões nas redes sociais que disseminam informação e acionam grupos ativistas que influenciam o consumidor/cidadão.

  • Com dados do portal G1