Soluções para problemas urbanos: Projeto 100 cidades resilientes

(Foto: Pixabay)

Sabe quando uma cidade é resiliente?

A Fundação Rockfeller tem um programa especial para auxiliar 100 cidades a se tornarem resistente depois de perdas, traumas, tragédias e abandono socioeconômico.

“Quando pensamos nos exemplos de New York hoje, depois do 11 de setembro e do furacão Sandy… ela está muito mais preparada para sofrer um choque extremo. Em New Orleans também foi um desastre, não somente por conta da quebra do dique e inundações, mas também porque a cidade já estava abandonada há muito tempo, abandono da população mais vulnerável, as empresas tinham abandonado a cidade, que por sua vez não tinha reinventado sua economia, não tinha coesão social, então cada um foi para um lado ao invés de se unirem e se ajudarem. Demorou 10 anos para a cidade se levantar e recuperar, mas, hoje, é um dos casos de sucesso que temos dentro da nossa rede”, explica Helena Monteiro, gerente Sênior do Projeto.

Para que haja trocas de experiência entre as cidades e replicar o que dá certo, o Projeto promove encontros entre cidades em temas específicos, por exemplo, água e inundações que é um problema comum, alguns mais graves, outros com menos intensidade.

Exemplo dessa interatividade é a cidade de Roterdã (Holanda), que está abaixo do nível do mar. Num encontro lá, eles mostraram uma praça cheia de prédios e habitações sociais, e uma outra praça com quadra de esportes com arquibancada, que era um espaço comunitário inundável. Então quando tem uma chuva muito forte, a água escoa pra lá, a praça vira um piscinão e ajuda a ir drenando a água de uma maneira menos intensa. Esse é uma ação multiuso totalmente replicável em qualquer lugar no mundo.

Para ser uma das 100 cidades escolhidas, a cidade tem que fazer uma candidatura. “Fazemos um concurso com três rodadas e escolhemos àquelas que já tinham um compromisso, principalmente político e de longo prazo, não de gestão, mas de política pública. Não escolhemos necessariamente levando em conta os desafios, mas sim a ‘mentalidade’ daquelas pessoas que estavam fazendo a candidatura e entender a resiliência como política integrada”, explica Helena Monteiro.