Tereza Cristina: “Temos responsabilidade de cumprir a Agenda 2030”

Ministra Tereza Cristina fala sobre sustentabilidade
(Foto: Reprodução Congresso ABAG)

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que o Brasil tem responsabilidade de cumprir as metas de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030. A fala aconteceu durante webinar promovido pela Embrapa nesta sexta-feira (25).

“Somos guardiões de biomas importantes ricos em biodiversidade e água doce. Temos a responsabilidade de buscar o cumprimento da Agenda 2030 para garantir um mundo melhor hoje e para as futuras gerações”, disse. “Temos uma década para cumprir as promessas que foram feitas em 2015. Não temos tempo a perder”

A Agenda 2030 foi lançada em 25 de setembro de 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O plano é composto por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) com 169 metas com cultura transversal para promover o desenvolvimento sustentável que devem ser cumpridas até 2030.

Para Tereza Cristina, o Brasil tem um papel importante e é capaz de responder simultaneamente a dois dos grandes desafios da Agenda 2030: garantir a segurança alimentar global e preservar o meio ambiente.

Neste contexto, a agropecuária brasileira é uma atividade fundamental para a erradicação da pobreza, o crescimento econômico, o empoderamento das mulheres e a produção de energia renovável. O Plano ABC, por exemplo, “alcançou resultados importantes demostrando o potencial da agropecuária na conciliação de alimentos com a conservação do meio ambiente”, afirmou a ministra.

Para o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, conciliar a oferta de alimentos de qualidade e a preservação ambiental é o grande desafio do século XXI. Ele acredita que o meio ambiente será o tema central da sociedade nos próximos 50 anos, impulsionado pela preocupação da juventude mundial.

Rodrigues ressaltou que a pandemia de Covid-19 resultou no crescimento do debate sobre segurança alimentar com sustentabilidade, e os riscos que vamos sofrer com eventos futuros similares. Outra tendência é a mudança d protecionismo para o precaucionismo.

O ex-ministro afirmou que o agronegócio pode contribuir diretamente com oito ODS:

Nº 2) Fome zero e agricultura sustentável

Nº 7) Energia limpa e acessível

Nº 8) Trabalho decente e crescimento econômico

Nº 9) Indústria, inovação e infraestrutura

Nº 10) Redução das desigualdades

Nº 12) Consumo e produção sustentáveis

Nº 13) Ação contra a mudança global do clima

Nº 16) Paz, Justiça e Instituições eficazes

Segundo Haroldo Machado Filho, do PNUD, quatro em cada cinco pobres no mundo ainda vivem em áreas rurais, então a agricultura sustentável é “crucial” para erradicar a pobreza. “A alimentação tem que ser segura e acessível. A gente verifica que muitas vezes não é por falta de produção de alimento. Hoje, há produção de alimento suficiente no mundo. O que acontece é que não há acesso a essa alimentação por falta de infraestrutura e por questão do preço”.