Conferência Mundial debate projetos de restauração ecológica no mundo

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(Foto: Freepik)

Tem início, neste domingo (27), a 7ª Conferência Mundial sobre Restauração Ecológica, realizada pela Sociedade Internacional para Restauração Ecológica (SER). O objetivo é conectar cientistas e agentes atuantes na sociedade para desenvolver técnicas de restauração de ecossistemas, de acordo com as necessidades de cada país.

O evento, que acontece até o dia 1º de setembro em Foz do Iguaçu (PR), reúne mais de mil participantes de 60 países, entre cientistas, governantes, estudantes e profissionais atuantes no campo da restauração, para debater como os ecossistemas podem ser recuperados e construir a capacidade técnica necessária para projetos de restauração em diferentes escalas e países.

A programação conta com nove aulas magistrais de cientistas de renome mundial, 78 simpósios e oficinas, mais de 500 palestras adicionais, 5 cursos de treinamento e outras oportunidades de trabalho em rede e compartilhamento de conhecimento e experiência.

Os convidados da Conferência incluem: Cristina Paşca Palmer, Secretária Executiva da Convenção da ONU sobre Biodiversidade; Joaquim Levy, ex-Ministro da Economia Federal e agora Diretor Financeiro do Banco Mundial; e Stephen Rumsey, Presidente da Permian Global e Rosa Lemos de Sá, Diretor Executivo do Funbio.

Segundo a Sociedade Internacional para Restauração Ecológica, atualmente, mais de dois bilhões de hectares de terra degradada pode ser restaurado em todo o mundo, uma área superior que a América do Sul. Sendo que a grande parte dessas extensões está em regiões tropicais e temperadas.

Iniciativas globais como o Bonn Challenge pedem a restauração de mais de 150 milhões de hectares de áreas degradadas até 2020. Na América Latina e no Caribe, os governos se comprometeram a restaurar 20 milhões de hectares como parte da Iniciativa 20×20, um sub-compromisso no âmbito do Desafio de Bonn.

“Investir na restauração ecológica faz sentido do ponto de vista econômico e também ecológico”, afirmou Bethanie Walder, diretora executiva da SER.

O World Resources Institute (WRI) estima que o U$ 1,15 bilhão já destinado à Iniciativa 20×20 poderia resultar em retornos econômicos de U$ 23 bilhões nos próximos 50 anos, o equivalente a 10% do valor das exportações de alimentos na região. Além disso, este programa poderia sequestrar quase 5 gigatoneladas de CO2 durante esse mesmo período.

“Restaurar 12 milhões de hectares de terras florestais desmatadas e degradadas até 2030, através da restauração florestal, reflorestamento e regeneração natural são um caminho para o Brasil alcançar grandes reduções nas emissões para o Acordo de Clima de Paris”, disse Rachel Biderman, Diretora Executiva da WRI Brasil.

A 7ª Conferência Mundial sobre Restauração Ecológica acontece até o dia 1º de setembro. Para mais informações, acesse: http://ser2017.org/