7 dos 9 projetos ambientais da Olimpíada não foram concluídos

Atletas e ambientalistas protestaram na praia de Botafogo contra poluição da Baía de Guanabara, local das provas de vela nos Jogos Olímpicos de 2016 (Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil)

Um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que sete dos nove projetos de saneamento e recuperação do meio ambiente prometidos para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, ainda não ficaram prontos. Apenas as ecobarreiras e os ecobarcos estavam em operação durante o evento esportivo.

Segundo o Plano de Políticas Públicas, documento com os compromissos para os Jogos Olímpicos, dos 27 projetos listados, nove têm legado ambiental, sendo que sete são de responsabilidade do Estado e dois do município.

Apesar do TCU não poder fiscalizar e punir os infratores, os auditores concluíram que o tribunal deve atuar, por causa do compromisso assumido pelo Brasil com o Comitê Olímpico Internacional (COI) ao se candidatar o Rio de Janeiro para ser a cidade-sede das Olimpíadas de 2016.

Para que o investimento não seja abandonado, o TCU solicitou ao Ibama um plano de ação com as providências a serem tomadas e as empresas que ficarão responsáveis em continuar as obras.

Para o ministro do TCU e relator do processo, Augusto Nardes, apesar do êxito na execução dos Jogos, “tanto o Rio de Janeiro, quanto o Brasil perderam uma grande oportunidade de execução de diversas obras de melhoria do meio ambiente, sendo a principal delas, a despoluição da Baía de Guanabara”, afirmou a Agência O Globo.

“Caso tais obras tivessem sido concretizadas, como previsto no Dossiê de Candidatura, a cidade-sede e o país teriam se valorizado ainda mais como destino turístico mundial, bem como haveria uma melhoria na qualidade de vida da população carioca”, complementou.

As 17 ecobarreiras construídas para os Jogos continuam em operação, retendo o lixo na foz dos rios. Porém dos 13 ecobarcos, apenas quatro ainda funcionam. A empresa Brissoneau, responsável pelas nove embarcações, não teve o contrato renovado, devido a situação financeira. De acordo com o proprietário, Francisco Vivas, o Estado ainda deve R$ 1 milhão pelo trabalho realizado.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual do Ambiente informou que vai manter o projeto dos ecobarcos e que a decisão de parar com uma das empresas deve-se à relação custo-benefício. Em relação à captação de esgoto sanitário na Cidade Nova, no Rio, e em Alcântara, na cidade de São Gonçalo, 35% das obras foram executadas e, o restante, aguarda a aprovação do Regime de Recuperação Fiscal.

** Com informações da Agência O Globo