Gerações Z e Alpha e a urgência de novo formato de ensino

(Foto: Reprodução)

Eles nasceram depois de 1990 e conheceram o mundo com a internet. Por isso, separar a vida online da offline não é tarefa simples para a Geração Z, constituída por jovens que querem tudo para “ontem” e nem para as crianças da Alpha.

A geração Z já tem representantes nos bancos das universidades e muitos já ingressaram no mercado de trabalho. Já a geração Alpha começa a frequentar a pré-escola.

Os Z são altamente conectados e vivem em ritmo fragmentado, habituados a realizar várias atividades ao mesmo tempo: enquanto ouvem música, navegam na web, leem e até mesmo assistem filmes.

São dinâmicos, inquietos, não gostam de hierarquias e nem de horários rígidos e, por vezes, cansam facilmente de atividades que exijam concentração e aprofundamento.

Se por um lado são totalmente capacitados para o uso e emprego da tecnologia em tudo que fazem, por outro perdem em conhecimento, na comparação com as Gerações anteriores, a X e a Y. A realidade em que nasceram e na qual estão totalmente submersos, a globalizada, possibilita acesso fácil e irrestrito à informação, porém, de forma rasa, dado o volume em que são produzidas, lidas e descartadas.

Ler algo que tenha mais de uma página é quase uma tortura para a Geração Z. Se a leitura é de livros, então, somente se não houver outra possibilidade. Raramente a leitura de textos densos, longos ou filosóficos é feita por opção.

Por conta de tantas diferenças, professores das Gerações X e Y e alunos da Geração Z, não raro, lamentavelmente ainda deparam-se com dificuldades de comunicação. O choque é tão palpável que são comuns estudos e pesquisas que apontam os abismos entre as gerações (curiosamente tão próximas) e tentam mostrar alternativas sobre como minimizá-los.

Sistema Educacional ultrapassado

Mas a questão é mais ampla e ultrapassa as fronteiras do relacionamento e da comunicação professor/aluno. Passa por todo um sistema educacional moldado às gerações anteriores, que embora também tenham avançado e desafiado educadores, escolas e universidades, não eram tão diferentes na forma de pensar e assimilar conteúdo quanto o é a Z.

Até a relação com o tempo é outro para quem tem menos de 20 anos: é tão rápida quanto a vida online.

E, aviso: não há como voltar.

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Para que escolas e universidades ocupem novamente o lugar que lhes é devido, o de vanguarda, é urgente rever o sistema educacional, levando em conta a nova forma como nossos jovens veem, sentem, assimilam conteúdo e adquirem conhecimento. A readequação deve ser ampla, indo desde a grade curricular, formato das salas de aula, dos métodos e modalidades de ensino, didática, ferramentas utilizadas, atualização de professores, até a maneira como a instituição se relaciona com os seus alunos.

A popularização dos cursos EAD é prova de que a modalidade atrai e agrada a nova geração, porém, sendo EAD ou presencial, é fato que os meios digitais estão muito mais presentes nos cursos superiores, por exemplo, do que há uma década, seja por intermédio de ambientes, seja por meio de atividades virtuais.

Mas apenas lançar mão da tecnologia para ensinar não é suficiente. É necessário adequar a tecnologia ao conteúdo e vice-versa, e, talvez, resida aí a grande dificuldade.

Entender as mudanças, transformar e avançar são palavras que precisam ir para a prática quando falamos em educação dos nossos jovens, já que uma outra Geração, a Alpha, de nascidos a partir de 2010, já frequenta as escolas.

E essa outra, a Alpha, é considerada mais inteligente e ainda mais rápida que a anterior e, provavelmente, será ainda mais incompreensível para quem é da Gerações X – nascidos entre 1960 e 1980, e da Y – indivíduos nascidos a partir de 1980 até 1995, caso não haja adaptação dos métodos de ensino, instituições e educadores aos novos tempos e indivíduos.

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