Dia da Caatinga: Pouco a se comemorar

(Foto: Wikimedia)

A Caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro, é celebrada neste sábado (28). A data foi escolhida em homenagem ao professor João Vasconcelos Sobrilho, um dos pioneiros em estudos ambientais no país, e tem como objetivo homenagear o bioma, a data tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância desse ecossistema para o equilíbrio ambientar.

Também chamada de sertão, agreste, cariri e seridó, a Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro, caracterizado pelo clima semi-árido, vegetação sem folhas e troncos de árvores esbranquiçados e secos, e apresenta uma rica biodiversidade, tanto da fauna, quanto da flora.

Atualmente, o bioma abriga mais de 1 milhão de espécies de animais – entre mamíferos, peixes, répteis, anfíbios e aves – e 932 espécies de plantas, sendo que muitas existem apenas na Caatinga.

A sua paisagem é tão diversa, que pode diferentes ecossistemas podem ser distinguidos de acordo com os índices pluviométricos, de fertilidade e tipos de solo e de relevo. Um exemplo é a divisão entre sertão e agreste. Enquanto este é uma faixa de transição entre o interior seco da Caatinga e a Mata Atlântica, aquele apresenta uma vegetação mais rústica.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o bioma ocupa uma área de, aproximadamente, 82 milhões de hectares – o equivalente a 11% do território nacional – e engloba os estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais.

De acordo com dados do Ibama, 80% do ecossistema original já foram alterados em decorrência de processos humanos e 46% da área do bioma já foram desmatados.

Como consequência as ações humanas e atividades predatórias, diversas espécies já estão na lista de espécies ameaçadas de extinção, como as onças, herbívoros de porte médio (veado-catingueiro e a capivara) e abelhas.

Senado avalia projetos para proteger o bioma

Está em tramitação no Congresso Nacional quatro projetos e lei para preservar a Caatinga e estimular o desenvolvimento sustentável da região.

Uma proposta da senadora Líndice da Mata (PLS 578/ 2015) obriga o Fundo Nacional de Meio Ambiente a financiar com prioridade projetos de preservação na região. O senador Garibaldi Alves Filho propôs um projeto de lei similar, que visa criar uma política de desenvolvimento sustentável da caatinga, financiada com recursos do fundo constitucional do Nordeste, incentivos fiscais e linhas de crédito especiais para a região.

Outras duas propostas de emenda à Constituição em análise no Congresso Nacional incluem a Caatinga entre os biomas considerados como patrimônio nacional.

** Com informações da Agência Senado