Hoje é Dia Nacional do Folclore

(Foto: Ministério da Cultura)

Hoje é dia de correr da Cuca, fazer travessuras com o Saci-Pererê e o Curupira, ver a Mula Sem Cabeça, nadar com a Iara, e se divertir com muitos outros personagens que fazem parte do nosso folclore. Nesta terça-feira (22) é celebrado o Dia do Folclore Brasileiro.

Instituída pelo Decreto de Lei nº 56.747 assinado pelo então presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, a data tem como objetivo valorizar e preservar as histórias e os personagens nacionais.

A palavra Folclore é derivada do inglês “Folk-lore”, que significa “conhecimento do povo” ou “aquilo que o povo faz”, e o conjunto de tradições de conhecimentos, crenças, costumes, danças, canções e lendas, em que é construída a cultura de uma determinada nação.

No Brasil, muitos autores se baseiam no folclore para escrever suas obras, como é o caso de Ariano Suassuna, Monteiro Lobato e do historiador Luís da Câmara Cascudo – responsável pela elaboração do Dicionário do Folclore Brasileiro.

Para incentivar a elaboração de pesquisas sobre a cultura popular, foi criada, em 1951, a Carta do Folclore Brasileiro, um documento que apresenta uma definição particular do folclore:

[O documento] … reconhece o estudo do Folclore como integrante das ciências antropológicas e culturais, condena o preconceito de só considerar como folclórico o fato espiritual e aconselha o estudo da vida popular em toda sua plenitude, quer no aspecto material, quer no aspecto espiritual”.

Constituem o fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular e pela imitação e que não sejam diretamente influenciadas pelos círculos eruditos e instituições que se dedicam ou à renovação e conservação do patrimônio científico e artístico humanos ou à fixação de uma orientação religiosa e filosófica.”

São também reconhecidas como idôneas as observações levadas a efeito sobre a realidade folclórica, sem o fundamento tradicional, bastando que sejam respeitadas as características de fato de aceitação coletiva, anônima ou não, e essencialmente popular”.

** Com informações do Mundo Educação.