Falta de acordo suspende votação do Rota 2030

(Foto: Freepik)

A inclusão do adiamento de benefícios fiscais de fabricantes de automóveis das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste na Medida Provisória (MP) do Rota 2030 não foi bem recebida pela indústria no Sul e no Sudeste e adiou a votação do projeto na Câmara.

Parlamentares de Pernambuco, onde a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) possui fábrica, articularam a aprovação de emenda. O “jabuti”, como ficou conhecida a emenda, também causou divergências com a Ford, que tem fábricas na Bahia e Ceará, e o governo teve que ceder para ampliar os incentivos fiscais da prorrogação para aprovar a MP na semana passada.

Segundo o deputado Vitor Lippi, as bancadas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e do Rio de Janeiro consideram concorrência desleal a prorrogação e as indústrias paulistas estão preocupadas com Goiás, que tem fábricas de cinco montadoras.

A Toyota, com fábrica em Sorocaba (SP) foi uma das empresas que se manifestaram contra a prorrogação.

O programa Rota 2030, nova política industrial com benefícios para o setor automotivo. O programa, que deve ficar em vigor pelos próximos 15 anos, pretende oferecer carros mais seguros e eficientes ao consumidor brasileiro, tornando a indústria automotiva nacional mais competitiva.

O Rota 2030 terá custo de R$ 2,1 bilhões por ano, fora a renúncia de receita pela prorrogação dos regimes automotivos do Nordeste e do Centro-Oeste. A MP perderá a validade se não for aprovada até 16 de novembro.

** Com informações do jornal Valor Econômico