Bolsonaro quer mudar metas do Acordo de Paris

(Foto: EBC)

É com preocupação que damos essa notícia. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse nas suas redes sociais que irá reavaliar a posição do Brasil no Acordo de Paris, junto com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

“Vamos sugerir mudanças no Acordo de Paris. Se não mudar, sai fora. Quantos países não assinaram? Por que o Brasil tem que dar uma de politicamente correto? Possivelmente danoso a nossa soberania? Nossa soberania jamais estará em jogo”, afirmou.

Bolsonaro criticou equivocadamente o documento ao afirmar que o tratado exige obediência a compromissos e para quem não cumprir, haverá punições. Todas as metas são voluntárias e foram feitas soberanamente pelos próprios países.

No caso do Brasil, as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC), como são chamadas as propostas de cada país, foram criadas com consultas feitas pelo governo com vários setores da sociedade, incluindo indústria e agronegócio.

O governo federal adotou a meta de reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa em 2025, em relação aos níveis registrados em 2005, se comprometeu a fortalecer o Código Florestal, zerar o desmatamento na Amazônia até 2030 e ampliar o manejo sustentável de florestas nativas.

O presidente eleito também disse que o acordo exige o “reflorestamento de uma área enorme, do tamanho do estado do Rio de Janeiro. Até 2030, se não fizer, as sanções vem aí. No primeiro momento, sanção política, depois econômica e num terceiro momento tem a sanção da força”.

Segundo o Clima Info, “no capítulo sobre Meios de Implantação, a NDC brasileira fala em reflorestar 12 milhões de hectares, menos de ⅓ da área do Rio” e o Acordo não menciona nenhum tipo de punição.

Sobre a realização da COP 25, Bolsonaro afirmou que realizar a Cúpula Climática custaria R$400 milhões, o que ele considerou muito caro. “Não podemos nos dar ao luxo de fazer um evento como esse”, disse.

** Com informações dos jornais O Globo e Estado de S.Paulo, do ClimaInfo.