Cresce apoio a permanência do Brasil no Acordo de Paris

(Foto: Mark Garten/ ONU)

Os ex-ministros do meio ambiente dos últimos 30 anos, Carlos Ming, Gustavo Krause,  Izabella Teixeira, José Carlos Carvalho, José Goldemberg, José Sarney Filho, Marina Silva e Rubens Ricupero publicaram manifesto no jornal Folha de S.Paulo, em defesa do Ministério do Meio Ambiente e a permanência do país no Acordo de Paris.

No artigo, os ex-ministros ressaltam o protagonismo do Brasil na elaboração de acordos e tratados fundamentais internacionais na área da sustentabilidade. No Acordo de Paris, por exemplo, a diplomacia brasileira conseguiu articular os apoios devidos para a finalização do documento.

“O Brasil, com liderança inequívoca nesta matéria, quer pela competência da sua diplomacia, quer por determinações da Política Nacional de Mudança do Clima, só tem a ganhar mantendo os esforços a favor de uma economia de baixo carbono, no combate ao desmatamento ilegal, no desenvolvimento da indústria florestal e na consecução dos objetivos do Acordo de Paris”, afirma o texto.

Outro grupo de 31 redes e organizações da sociedade civil, entre elas o Instituto Ethos e o Observatório do Clima, também divulgou uma carta criticando as propostas feitas na campanha eleitoral contra o meio ambiente e de unir os ministérios do Meio Ambiente ao da Agricultura.

Segundo o manifesto, a extinção ou enfraquecimento dos órgãos ambientais pode causar a explosão das taxas de desmatamento e colocar “risco quatro décadas de avanços na proteção do meio ambiente”.

O texto condena ainda as propostas de enfraquecer ou mesmo acabar com o licenciamento ambiental; facilitar o uso de agrotóxicos; e abrir as áreas protegidas a atividades de alto impacto ambiental.

“Meio ambiente é coisa séria. Diz respeito à nossa qualidade de vida e ao mundo que deixaremos para nossos filhos, seja qual for a nossa forma de pensar, agir e lutar. A sua proteção constitui direito fundamental de toda a sociedade brasileira, configurando-se como pauta apartidária. O próximo Presidente da República tem o dever de reconhecer e se comprometer com a proteção das conquistas ambientais da sociedade. É preciso caminhar em direção à Constituição Cidadã; não se afastar dela”, alerta o manifesto.

** Com informações do Observatório do Clima, do jornal Folha de S.Paulo