Metas do Acordo de Paris não são suficientes para frear aquecimento

(Foto: Pixabay)

Mesmo que todas as metas do Acordo de Paris sejam implementadas, as temperaturas deverão subir 3,2ºC, “trazendo impactos climáticos ainda maiores e mais destrutivos”. 

A conclusão é do novo relatório lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), as vésperas do início da 25ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. 

De acordo com o levantamento, a emissão de gases de efeito estufa precisa ser reduzida, pelo menos, 7% ao ano entre 2020 e 2030, para limitar o aumento da temperatura média global a 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais.

O Pnuma estima que, para combater o avanço da temperatura, os objetivos do Acordo de Paris precisam ser cinco vezes mais ambiciosos. Apenas o setor energético precisará investir entre US$ 1,6 trilhão e 3,8 trilhões anuais entre 2020 e 2050. 

“Cada ano de atraso a partir de 2020 exigirá reduções de emissões mais rápidas. Portanto, cada vez será mais caro, improvável e difícil”, diz o Pnuma.

Os cientistas alertam que a temperatura já aumentou 1ºC no planeta, o que causou a multiplicação de catástrofes climáticas, sendo que os últimos quatro anos foram os mais quentes registrados.

O chefe da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas, afirmou que as temperaturas globais podem, ainda neste século, subir de 3 a 5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, se nada for feito.

Segundo a ONU, os 20 países mais desenvolvidos do mundo respondem por 78% de todas as emissões. Mas 15 deles ainda não se comprometeram com um cronograma para zerar as emissões.

** Com informações do G1