‘Quem quer sair do Acordo de Paris é porque nunca exportou’, diz diretor

(Foto: Divulgação)

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornacchioni, sair do Acordo de Paris, como cogitado pelo presidente Jair Bolsonaro, será ruim para o Brasil.

“Em muitas questões, não é preciso apenas ser sustentável. Porque nós somos, mas é preciso mostrar também. Muitas vezes, a gente perde negócios por causa da imagem”, disse ao jornal Estado de S.Paulo.

Segundo Cornacchioni, a Abag e entidades como a Apex-Brasil, a Sociedade Rural Brasileira e a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) trabalham para promover o agronegócio brasileiro no exterior e quebrar “alguns paradigmas e desmistificando preconceitos”, com a apresentação de cases de sucesso, como a produção de biocombustíveis.

O executivo também ressaltou a importância do Brasil respeitar as questões ambientais e as certificações internacionais. “Isso não afeta em nada nossa soberania e mostra disposição. Temos a oportunidade de ser protagonistas no agronegócio e ser relevantes nessas discussões”.

Nesta semana, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o Acordo de Paris não é “nem bom, nem ruim” e afirmou que deve trazer benefícios econômicos ao Brasil. Mas se o acordo limitar a produção ou o uso da terra, o país deve sair do tratado climático.

** Com informações da Revista Globo Rural