Apenas 10% das terras protegidas estão livres da atividade humana

(Foto: Wikimedia Commons)

A intensa atividade humana, como a construção de estradas, a agricultura e a urbanização, coloca pressão em um terço da área protegida, revela estudo publicado na Revista Science.

De acordo com o levantamento, de todas as terras sob proteção, 33% estão sob intensa atividade humana, 42% estão livre de pressões mensuráveis e apenas 10% estão totalmente livres de atividade humana, sendo a maior parte em regiões extremas da Rússia e do Canadá.

A União Internacional para a Conservação da Natureza estabelece que uma área protegida deve manter a integridade ecológica e condições naturais, de forma a proteger da ação humana os processos ecológicos e evolutivos.

Os autores do estudo defendem que há cenários em que é possível a atividade humana coexistir com o meio ambiente, como em combinações menos extensivas de agricultura.

Outra pesquisa publicada na mesma edição da ‘Science’, desta quinta-feira (17), mostrou que até 2100, muitas espécies de plantas e vertebrados perderão seus habitats se o aquecimento global chegar a mais de 2º C – o maior impacto será sentido para os insetos, que perderão 18% de suas faixas de ambiente naturais.

** Com informações do G1