Aquecimento global afeta regeneração da Amazônia, aponta estudo

(Foto: Pixabay)

Em três décadas, os efeitos da mudança climática afetaram o crescimento e a mortalidade de espécies específicas na Amazônia, revela novo estudo liderado pela Universidade de Leeds com mais de 30 instituições ao redor do mundo.

A equipe, com mais de 100 cientistas, avaliou o impacto do aquecimento global em milhares de espécies de árvores a partir dos registros da Rede Inventário da Floresta Amazônica (RAINFOR) sobre as vidas de árvores individuais.

De acordo com o estudo, o aumento de dióxido de carbono (CO2) acelera o crescimento das árvores maiores, conhecidas como dossel florestal, enquanto as árvores menores estão com dificuldade para sobreviver – o que tem impacto direto na composição e na dinâmica da floresta.

“As espécies mais vulneráveis ​​às secas estão duplamente em risco, pois são tipicamente as mais restritas para menos locais no coração da Amazônia, o que os torna mais propensos a serem extintos se esse processo continuar”, explica Dr. Kyle Dexter, da Univerdade de Edimburgo e co-autor do estudo.

Os pesquisadores ressaltam que é necessário proteger as florestas intactas existentes e frear o avanço do desmatamento para o agronegócio, principal fator que está intensificando a mudança climática na região.

** Com informações do G1