Três anos do rompimento da barragem em Mariana e pouco avanço

(Foto: Felipe Werneck/ Ascom/ Ibama)

No dia 05 de novembro de 2015, o Brasil testemunhou a maior tragédia ambiental do país, o rompimento da barragem de Fundão da mineradora Samarco, no distrito de Bento Rodrigues – há 116 km de Belo Horizonte (MG).

A barragem liberou uma onda de 40 bilhões de litros de lama de rejeitos de minérios de ferro, que deixou 19 pessoas mortas, destruiu comunidades e o meio ambiente por quase 700 km da bacia do Rio Doce até chegar ao Oceano Atlântico, no litoral do Espírito Santo.

Quase 30% dos atingidos estão com depressão, índice que supera em cinco vezes o registrado em todo o Brasil.Entre as crianças, mais de 82% apresentaram  transtorno de estresse pós-traumático e 12% dos atingidos são adultos, segundo estudo da UFMG

A investigação  da Controladoria-Geral  de Minas Gerais também recai sobre eventuais responsabilidades de funcionários públicos ao revalidarem a licença de operação do complexo de barragens. Há indícios de que essa renovação foi aprovada sem as exigências necessárias.

Em junho, as mineradoras, os ministérios públicos e defensorias de âmbito federal assinaram um novo acordo, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que extingue a ação pública de R$ 20 bilhões e suspende a tramitação de outra de R$155 bilhões movida contra as empresas.

Em outubro, a Samarco e as suas controladoras assinaram um acordo de indenização final para as famílias atingidas, que deve beneficiar mais de 3 mil pessoas somente na cidade de Mariana e mais de 7 mil famílias nos municípios entre Barra Longa (MG) e a Foz, no Espírito Santo.

A Renova está reconstruindo o distrito de Bento Rodrigues e deve ser entregue as famílias em 2020. As comunidades em Paracatu e de Gesteira, ainda aguardam o andamento dos projetos para o início das obras. O prazo final para a entrega pelo reassentamento prometido era 2017, mas a empresa alegou problemas na compra do terreno.

** Com informações da Folha de S.Paulo