Acordo obriga Samarco a realizar simulação e contratar auditoria

Foto: Agência Brasil / IHU

O Jornal Nacional desta terça-feira (16) exibiu, com exclusividade, uma reportagem sobre o acordo judicial entre a Samarco, o Governo de Minas e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Segundo o documento, a mineradora terá que contratar uma auditoria independente – que será aprovada pelo MPMG – para acompanhar as obras de reparo e estabilização das barragens, que apresentam risco, e simular um possível rompimento com os moradores da cidade de Barra Longa e dos distritos de Mariana.

O acordo ainda cobra as obrigações pendentes da Samarco, como a apresentação do plano de ações emergenciais e ações imediatas na região de Mariana. Em entrevista ao JN, o promotor de Justiça, Mauro Ellovich, afirmou que a partir desse termo de acordo, a segurança em torno das barragens serão reforçadas.

“Hoje, as informações sobre o coeficiente de estabilidade, sobre a eficiência das obras de reparo é prestada unilateralmente pela empresa. A partir desse termo de acordo, vai ser colocada lá uma auditoria externa que vai verificar essas informações. E vai verificar o quão estável está cada estrutura, o quão eficiente está às medidas de reparo em cada uma delas. A gente acha isso importante também para dar segurança”, disse Ellovich.

O documento também prevê que a Samarco vai ter que manter um helicóptero à disposição das equipes de salvamento, durante 24 horas, para todas as cidades que podem ser atingidas com o rompimento de outra barragem. Caso a mineradora não cumpra o item, será aplicada uma multa de R$300 mil por dia.

No último dia 5 completou três meses do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), que deixou dezessete mortos, duas pessoas desaparecidas, além de um enorme rastro de lama, que atingiu cerca de 40 municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo, e em todo o Rio Doce.

Fonte: G1