Barragem de Brumadinho rompeu por liquefação, confirma estudo

Imagem do rompimento da barragem em Brumadinho (Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros)

Quase um ano após o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, um estudo técnico confirmou que a causa da tragédia foi Liquefação, quando um material sólido passa a se comportar como fluido. O relatório foi contratada por um escritório de advocacia que atende a Vale.

A análise constatou a “perda de resistência significativa e repentina” dos rejeitos. O fluxo de água presente anulou a aderência do material, fazendo com que a estrutura ficasse frágil e a barragem cedesse. 

De acordo com o estudo, existem vários gatilhos que podem ter contribuído para desestabilizar a barragem, como carregamento rápido (construção ou lançamento de rejeitos), carga por fadiga (detonações repetidas), erosão interna e/ou “piping”, interação humana, perda localizada de resistência devido ao fluxo de nascentes subterrâneas, e “Creep” (deformações específicas que se desenvolvem com o tempo sob carga constante).

A barragem B1, da Mina Córrego do Feijão da Vale, em Brumadinho, se rompeu no dia 25 de janeiro e liberou 9,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos, o equivalente a 75% de todo o material que havia na estrutura.

A tragédia matou 270 pessoas. A perícia identificou 257 corpos e 13 ainda estão desaparecidos. Desde o dia do desastre, dezenas de militares continuam a procurar as vítimas na região com cães farejadores e equipamentos, no que já é considerada a maior operação de busca e salvamento da história do país.

** Com informações do G1