Executivos viram réus por rompimento de barragem em Brumadinho

(Foto: Divulgação/ Cemig)

A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual contra 16 pessoas pelo rompimento da barragem em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Cinco funcionários da empresa de consultoria Tüd Süd e 11 executivos da Vale, incluindo o ex-presidente da mineradora, Fábio Schvartsman, foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, quando há intenção de matar, e por crimes ambientais.

A denúncia foi apresentada após a Polícia Civil citar revelar que a mineradora e a Tüd Süd sabiam que a estrutura da barragem tinha falhas de segurança e não alertaram os órgãos competentes.

A ocultação de informações sobre a barragem de Brumadinho e outras nove estruturas acontece desde novembro de 2017. A investigação também encontrou uma “caixa-preta” da Vale que omitia o real risco de algumas de suas estruturas. 

O Ministério Público ressaltou na denúncia que as empresas impossibilitaram ou dificultaram a defesa das vítimas, já que o rompimento da barragem aconteceu de forma abrupta e violenta, o que impediu a fuga de centenas de pessoas.

A denúncia do MP foi feita às vésperas da tragédia completar um ano. No dia 25 de janeiro de 2019, a barragem I da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, se rompeu e deixou 270 mortos. Destes, 11 continuam desaparecidos.

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