Indenizações devem somar R$2 bilhões e não há previsão para retorno da Samarco

(Foto: Rogério Alves/ TV Senado)

Até o primeiro semestre 2019, terão sido pagos R$2 bilhões em indenizações pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), segundo Roberto Waack, diretor-presidente da Fundação Renova.

Dois anos e oito meses após a tragédia, apenas metade deste valor foi pago. “Até o fim do ano deve concluir o grande volume dessas indenizações. A gente estima que esse total chegue perto de R$ 2 bilhões em todo processo da indenização”, disse Waack.

A Fundação Renova foi criada para reparar os danos do rompimento da tragédia. Até 2025, R$12 bilhões devem ser gastos para recuperar a região, sendo 40% destinado a medidas compensatórias. Os recursos são liberados quando ações são implantadas e alterações precisam ser feitas.

Sobre a participação das vítimas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) Governança, assinado em junho, o executivo afirmou que a medida melhora o processo de deliberações e decisões. “Não há nenhuma situação em que o prazo foi alterado em função dessa nova governança. Eu acredito é que a gente vai acelerar muito a implementação”, disse.

Samarco

Também nesta quinta-feira, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, informou que ainda não há uma data prevista para a retomada das operações da Samarco, durante uma teleconferência com analistas.

Segundo o executivo, a retomada das operações depende do licenciamento dos órgãos ambientais, mas que a Vale e a BHP Billiton, coproprietárias da mineradora, estão trabalhando em um plano de negócios para a Samarco.

O rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, em novembro de 2015, é considerada a maior tragédia ambiental do país. O acidente provocou 19 mortes e graves impactos ambientais na bacia do Rio Doce em Minas Gerais e no Espírito Santo.

** Com informações do Valor Econômico e do G1