Rompimento da barragem em Mariana completa 4 anos

(Foto: Rogério Alves/ TV Senado)

No dia 05 de novembro de 2015, o Brasil foi abalado com o rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana (MG). Cerca de 45 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério destruíram 40 mil hectares de vegetação, distribuídos em 700 quilômetros de Mariana até o oceano. Dezenove pessoas morreram.

Há quatro anos, milhares de pessoas permanecem desabrigadas, ainda lutam para receber indenização e ninguém foi preso pela maior tragédia ambiental na história do país até aquele momento. 

Meio Ambiente

A recuperação ambiental é a parte mais evoluída do Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado em março de 2016 e homologado em 2018, e do Termo de Ajustamento de Conduta de Governança (TAC Governança).

A Fundação Renova foi criada pela Samarco e suas donas, Vale e BHP Billiton, para os trabalhos de reparação. Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), 40 mil hectares devem ser recuperados e a fundação deve usar 20 milhões de mudas, em 10 anos, para reparar toda a área. Mudas de plantas já foram plantadas em 800 hectares.

A expectativa da empresa é que com a recuperação da mata ciliar, cinco mil nascentes devem ser recuperadas em dez anos em toda a Bacia do Rio Doce. 

Obras atrasadas

As obras dos três reassentamentos, áreas em que estão sendo construídas as novas comunidades, estão atrasadas. 225 famílias esperam retomar suas casas no reassentamento de Bento Rodrigues. 

Segundo o porta-voz da Fundação Renova, André de Freitas, a “previsão é que as estruturas de Bento fiquem prontas até o final do ano que vem”.

Em julho, a Renova começou as obras para estruturar o terreno do novo Paracatu, que vai receber 140 famílias. Já os moradores de Gesteira, distrito da cidade de Barra Longa, não têm uma previsão de quando começará a construção das suas moradias. Serão construídas 37 residências no local.

Responsabilidade

Em 2016, quatro empresas e 22 pessoas se tornaram rés, sendo que 21 foram acusadas de homicídio e lesão corporal. O Ministério Público Federal (MPF) informou que 13 pessoas foram excluídas por decisões judiciais e não vão responder por nenhum crime. Em abril deste ano, as acusações de homicídio e lesão corporal foram retiradas da ação penal.

Os responsáveis respondem em liberdade por inundação qualificada, desabamento e 12 crimes ambientais. Não há previsão para o julgamento.

** Com informações do G1