Boubolina não é responsável pelo óleo no Nordeste, diz grupo dos EUA

(Foto: Ibama)

A Skytruth, organização norte-americana especializada em análises do mar por satélite, descartou a possibilidade do navio Boubolina ser o responsável pelo derramamento de óleo no litoral nordestino.

A embarcação da empresa Delta Tankers é apontada pela Polícia Federal e pela Marinha como a principal suspeita pelo desastre ambiental.

Para o presidente da Skytruth, John Amos, não há evidência efetiva de que o óleo foi derramado pelo Boubolina.

As análises da organização mostram que o navio transmitiu todas as informações de forma regular e ininterrupta após sair do Porto de José, na Venezuela, onde teria abastecido o seu tanque com o petróleo bruto. 

A embarcação ainda teria feito o percurso de forma estável e sem alterações de velocidade ou direção que pudessem indicar comportamento suspeito ou problema técnico.

Em relação as imagens usadas pelas autoridades brasileiras, a foto não indica a presença de óleo. Não se descarta a possibilidade de um naufrágio, o derramamento de uma embarcação ou o vazamento de um poço.

Plano de emergência

O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) do Ceará aprovou o Plano Emergencial de Balneabilidade para monitorar sete praias com ocorrência de óleo durante seis meses. O trabalho avaliará as condições das águas e areias das praias para identificar resquícios do óleo.

A extensão da contaminação, o volume de óleo recolhido, a intensidade da atividade pesqueira e os números de população e de visitantes determinaram os locais incluídos no plano.

As praias a serem monitoradas são: Icapuí, Canoa Quebrada (Aracati), Prainha do Canto Verde (Beberibe), Sabiaguaba (Fortaleza), Icaraí, Cumbuco e Jericoacoara (Jijoca de Jericoacoara).

** Com informações da Época Negócios e do G1