Brasil e Estados Unidos lideram retrocessos ambientais, aponta estudo

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A pesquisa realizada por cientistas de diversas universidades estrangeiras, analisou atos governamentais que resultaram na redução de metragem, restrição ou extinção de áreas de proteção ambiental no mundo entre 1892 e 2018.

Durante o período, foram publicadas 3.749 leis em 73 países, o que resultou na extinção de 519.857 quilômetros quadrados (km²) de áreas protegidas, área maior do que a Espanha.

Entre 1900 e 2017, o Brasil publicou 85 atos legislativos, afetando uma área de 114.856 km², o equivalente a metade do estado de São Paulo.

Das 85 legislações, 60 foram na Amazônia, que perdeu cerca de 90 mil km² de proteção, e 42 ocorreram depois de 2010 para viabilizar obras de infraestrutura.

Dos nove países que tem a floresta Amazônica, o Brasil é responsável por 87% dos retrocessos.

“Antes campeões em conservação global, Estados Unidos e Brasil estão agora liderando uma tendência mundial preocupante de grandes retrocessos na política ambiental, colocando em risco centenas de áreas protegidas. As mudanças regressivas buscam alterar ou remover legalmente o status de proteção e diminuir o tamanho das áreas de conservação natural”, disse em nota a Associação Americana Para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês).

** Com informações da BBC