Brasil é o sétimo maior emissor de gases poluentes do mundo

(Foto: Pixabay)

Em 2018, o Brasil emitiu 1,939 bilhão de toneladas de CO2 equivalente bruta, um aumento de 0,3% em relação a 2017. As emissões de gases de efeito estufa (GEE) se mantiveram estáveis no ano passado. 

A nova estimativa é da 7ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), divulgada pelo Observatório do Clima. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (6) em Recife, durante a Conferência Brasileira de Mudança do Clima.

De acordo com o relatório, a mudança de uso do solo, como o desmatamento e a degradação do solo, é responsável por 846 milhões de toneladas de CO2, o equivalente a 44% das emissões totais de GEE. 

Em seguida, está a agropecuária com 492 milhões de toneladas (25% das emissões), energia (408 m/t), processos industriais (101 m/t) e resíduos com 92 milhões de toneladas (5%).

Com o aumento no uso de etanol e da energia eólica, o setor de energia registrou uma queda de 5% nas emissões. As emissões de agropecuária, processos industriais e resíduos tiveram pequenas variações: queda de 0,7% no primeiro setor e aumento de 1% nos outros dois.

Segundo o coordenador-técnico do OC e coordenador do SEEG, Tasso Azevedo, mesmo com a estabilidade, o Brasil ainda não tem uma trajetória consistente de redução de emissões. 

O especialista projeta que, em 2019, as emissões deverão sofrer um crescimento importante, por causa do desmatamento na Amazônia e no Cerrado. 

O Observatório do Clima ressaltou que o Brasil não cumprirá a meta de reduzir em 80% a taxa de desmatamento na Amazônia até 2020, conforme previsto na lei nacional de clima. 

Com a meta de 2020 prejudicada, o país parte de uma posição pior para cumprir sua meta do Acordo de Paris.

** Com informações do Observatório do Clima