Brasil é o sexto país mais prejudicado pela mudança climática

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O Brasil poderá perder US$14 bilhões por ano até 2050, se continuar a forma que faz negócios e as perdas da natureza, revelou o relatório Global Futures do WWF.

O estudo analisou os impactos econômicos globais do esgotamento dos recursos naturais em 140 países, em seis serviços ecossistêmicos: polinização, proteção de costas contra inundações e erosão, fornecimento de água, produção de madeira, pesca marinha e pesca de carbono.

A reportagem da Época Negócios mostrou que a destruição da zona costeira será a principal causa de prejuízos à economia, gerando uma perda de US$12,3 bilhões. A região abriga 60% da população do país e é muito vulnerável aos impactos das mudanças climáticas, como o aumento do nível do mar.

A produção florestal será a segunda mais prejudicada pelo desmatamento e o uso do solo, com uma perda de produtividade de US$ 1,3 bilhão. Seguida pela polinização (US$ 1 bilhão), água doce (US$ 600 milhões), e produção pesqueira (US$ 100 milhões).

Além do Brasil, os países mais prejudicados serão: Estados Unidos (US$ 83 bilhões), Japão (US$ 80 bilhões), Reino Unido (US$ 21 bilhões), Índia (US$ 20 bilhões), Austrália (US$ 20 bilhões), Coréia do Sul (US$ 10 bilhões), Noruega (US$ 9 bilhões), Espanha (US$ 9 bilhões) e França (US$ 8 bilhões).

Nível global

Em um cenário sem mudanças, a oferta reduzida dos ativos naturais pode causar uma queda de 0,67% no PIB global por ano até 2050, o equivalente a um prejuízo de US$479 bilhões,

em relação a uma economia similar a de 2011. No período entre 2011 e 2050, a perda acumulada total seria de US$ 9,87 trilhões.

Em contrapartida, se for adotado um caminho de desenvolvimento sustentável e áreas importantes para a biodiversidade e serviços ecossistêmicos forem protegidas, o PIB global anual aumentaria em US$ 11 bilhões, gerando um ganho líquido anual de US$ 490 bilhões por ano em comparação com o cenário anterior.