Brasil não assina acordo global de preservação da biodiversidade

macaco no tronco de uma árvore
(Foto: Pixabay)

O governo brasileiro não assinou o “Compromisso dos Líderes pela Natureza”, um compromisso voluntário para reverter a perda de biodiversidade no mundo até 2030.

O documento lista 10 ações para conter o declínio catastrófico causado pelo homem nos próximos dez anos. Entre elas estão acabar com os crimes ambientais; investir na recuperação da economia com medidas sustentáveis no pós-pandemia; diminuir a poluição do ar, terra, solo e da água; e eliminar o descarte de plástico nos oceanos.

O texto alerta que “estamos em estado de emergência planetária”, com “crises interdependentes de perda de biodiversidade, degradação de ecossistemas e mudança climática – impulsionadas em grande parte pela produção e consumo insustentáveis”.

Líderes de 77 países assinaram o acordo, incluindo Nova Zelândia, França, Alemanha, Peru, Bolívia e Colômbia. Os Estados Unidos, Austrália, China, Rússia e Índia se recusaram a assinar o compromisso.

“A ciência mostra claramente que a perda de biodiversidade, a degradação da terra e dos oceanos, poluição, esgotamento de recursos e mudanças climáticas estão se acelerando a uma taxa sem precedentes […] A menos que esse cenário seja interrompido e revertido com efeito imediato, ele causará danos significativos à resiliência e estabilidade econômica, social e política global”, diz a carta.

No ano passado, o Brasil também não assinou o acordo internacional para ajudar a reduzir a poluição plástica proposto pela ONU. A proposta prevê que a maioria das misturas de resíduos de plásticos contaminados devem ter o consentimento prévio dos países receptores antes de serem comercializados. Com exceção do polietileno (PE), polipropileno (PP) e polietileno tereftalato (PET).