Brasil registra número recorde de queimadas em setembro

(Foto: Reprodução/ Prevfogo/ Ibama)

Ainda faltam cinco dias para terminar setembro e o mês já se tornou o recordista em número de queimadas na história do país.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 95 mil queimadas foram registradas em 22 dias, o maior índice registrado em um mês desde 1999, quando as queimadas começaram a ser contabilizadas.

Em relação aos biomas, a Amazônia é a mais atingida com 43,4% dos focos, seguida pelo Cerrado, com 39,6%; e pela Mata Atlântica, com 10,6% das queimadas.

Desde o início do ano, o Brasil registrou mais de 185 mil focos de incêndio, tornando 2017 o segundo ano com o maior número de queimadas na história, atrás apenas de 2010, com 194 mil focos de incêndio.

Para o pesquisador e responsável pelo monitoramento de queimadas do Inpe, Alberto Setzer, a estiagem prolongada e a ausência de fiscalização foram as responsáveis pelo crescimento do índice no país.

“Em algumas áreas do Centro-Oeste, não cai uma gota de chuva há quatro meses. E o tempo seco propicia a propagação do fogo. O outro problema diz respeito à brecha que existe entre uma legislação muito bem construída que proíbe essa prática nas áreas e o controle que é feito”, explicou ao G1.

Em alguns estados a situação é muito crítica. No Pará, por exemplo, 22.189 focos foram registrados apenas neste mês, um aumento de 462% em relação ao mesmo período do ano passado.

  Situação atual

Após seis dias de chamas intensas, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e voluntários conseguiram controlar o grande incêndio na Serra da Bocaina, na região do Vale do Paraíba, em São Paulo. A prefeitura de Bananal decretou emergência.

Entre os municípios de Bananal e São José do Barreiro, o incêndio já consumiu uma área de 1,2 mil hectares, o equivalente a mais de 1,6 mil campos de futebol, segundo o Corpo de Bombeiros. A Unidade de Conservação da Estação Ecológica de Bananal não foi atingida.

Os bombeiros ainda trabalham na área para evitar que o fogo se alastre novamente. O risco de novos focos de incêndio é baixo, mas os bombeiros continuam a monitorar a região por causa do tempo seco.

Com temperaturas acima de 40 graus e há mais de 100 dias sem chuva, o Tocantins tem registrado, em média, 25 novos focos de queimadas por hora. O Médio Araguaia está com quase 100% do seu território atingido pelas chamas.

** Com informações do G1