Brasil tem uma das piores políticas climáticas, aponta estudo

(Foto: Pixabay)

Mesmo sendo líder mundial em energias renováveis, o Brasil é um dos países com pior desempenho em políticas climáticas no mundo, revela o Índice de Desempenho Perante as Mudanças Climáticas (CCPI, sigla em inglês).

Realizado pelo Instituto NewClimate, pela ONG Germanwatch e pela rede Climate Action Network, o levantamento indica os países com a maior intensidade de emissões de gases de efeito estufa e aqueles que estão trabalhando mais para combater o aquecimento do planeta.

As análises são feitas em quatro campos: emissões de gases de efeito estufa, parcela de energia gerada por fontes renováveis, consumo de energia per capita e política atual e climática.

O Brasil ficou classificado em 21º lugar na classificação geral, considerado um desempenho “médio” em relação à proteção climática. Em energia renovável, o país é líder mundial na área, com mais de 70% de sua energia proveniente de hidrelétricas.

Apesar da alta parcela de energias renováveis, falta planejamento para expandir essas fontes e os “especialistas apontam para a falta de políticas de redução de emissões no longo prazo e para a eliminação progressiva dos subsídios aos combustíveis fósseis”.

Além do Brasil, aparecem nas piores colocações em termos de política climática: Estados Unidos, Malta, República Tcheca, Hungria, Romênia, Polônia, Japão, Argélia, Bulgária, Turquia e Austrália.

Nenhum país foi considerado digno de ouro, prata e bronze. A Suécia é o país melhor posicionado, em quarto lugar no ranking, com a meta de alcançar o fornecimento de 100% de energia renovável até 2040 e aumentar o imposto sobre emissões de carbono do mundo, com 114 euros por tonelada. 

Atrás da Suécia, estão Dinamarca e Marrocos em quinto e sexto lugares, respectivamente.

** Com informações da Deutsche Welle