Briga entre Macron e Bolsonaro bloqueia ajuda financeira para a Amazônia

(Foto: Alex Ferreira/ Câmara dos Deputados)

O presidente Jair Bolsonaro disse que apenas vai considerar a ajuda financeira dos países do G7 se o presidente francês, Emmanuel Macron, “retirar os insultos” contra ele e o Brasil.

Ontem (26), Macron anunciou uma ajuda de 20 milhões de euros, cerca de R$91 milhões, do G7 para ajudar no combate aos incêndios na Amazônia.

“Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro, me chamou de mentiroso. E depois, informações que eu tive, de que a nossa soberania está em aberto na Amazônia”, afirmou.

Durante a cúpula do G7 no último fim de semana, Macron apontou a possibilidade de criar um status ou um estatuto internacional para a Amazônia, que pode ser o caso de um “estado soberano” tomar de “maneira clara e concreta medidas que se opõem ao interesse de todo o planeta”.

Em reunião com governadores da Amazônia Legal hoje de manhã, Bolsonaro afirmou que a postura de Macron tem a ver com a baixa popularidade junto à população francesa e que o Brasil não é contra dialogar com a França “em hipótese alguma”.

O presidente também disse que conversou com alguns líderes que participaram da reunião do G7, como os Estados Unidos, o Chile e a Espanha, para que acalmassem e “levassem a serenidade” sobre a situação da Amazônia para o encontro.

Forças Armadas

O Ministério da Economia liberou R$38,5 milhões ao Ministério da Defesa para o combate a incêndios na Amazônia Legal. O valor havia sido contingenciado para as Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Na sexta-feira (23), o Ministério da Defesa instalou o Centro de Operações Conjuntas para execução de ações nas regiões de fronteira, terras indígenas, áreas da União e outras áreas da Amazônia Legal. 

Mais de 43 mil integrantes das Forças Armadas trabalham nos incêndios nos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Nesta terça-feira, Bolsonaro se reúne com governadores da Amazônia Legal para discutir ações de combate às queimadas.

** Com informações do G1 e da Agência Brasil