Brumadinho: mortos, cerca de 400 desaparecidos e danos ambientais

(Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros MG)

O sábado (26) começou com a retomada das buscas por sobreviventes do rompimento da barragem Mina do Feijão, que fica em Brumadinho na grande BH (MG). O governo confirma nove mortes é cerca de 400 pessoas desaparecidas, lista divulgada com mais de 400 nomes de funcionários que não fizeram contato, pois só no refeitório da Vale cerca de 100 pessoas almoçavam, como relataram sobreviventes da cia de mineração.

Os bombeiros já resgataram mais de 170 pessoas e as buscas recebem reforço de bombeiros de outros estados.

O governador Zema acredita que não há sobreviventes, tal a densidade da lama com os rejeitos que desceu com grande violência derrubando pontes, árvores é engolindo parte da área administrativa da Vale e sítios na região. “Vamos resgatar somente corpos”, disse em entrevista coletiva.

O presidente Bolsonaro sobrevoa a área e se reúne com o comitê de crise para ações de resgate e minimizar tragédia humana.

A justiça já bloqueou R$ 1 bi da Vale para cobrir medidas de emergência. O Ministério do Meio Ambiente multa a Vale,

Os relatos é às imagens são devastadores. O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, confirma que o número de vítimas é a grande preocupação: “essa barragem estava inativa e sem receber rejeitos há três anos. Em dezembro de 2018 foi feita vistorias e os laudos apontavam um risco baixo de desabamento. Infelizmente, o desastre ambiental é “possivelmente menor” que o do rompimento da barragem de Mariana, há três anos, mas a “tragédia humana” é maior”.

O jornal Folha de S.Paulo traz reportagem que aborda a “tensa” reunião com o IBAMA que renovou às atividades da mina do Feijão, dia 11 de dezembro de 2018, na câmara de Atividades Minerárias, na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (tudo oficial é registrado em ata), com forte preocupação de abalos na barragem, mas se absteve de votar (!) é a licença saiu por 8 votos contra 1, com uma abstenção.

E agora José?

Vamos ver se resolvem fiscalizar outras barragens para evitar os danos ambientais, é – principalmente – poupar a vida de brasileiros.

# Atualizado às 11h10.