Cinzas se transformam em árvores e começam a dar vida a um bosque em São Paulo

(Foto: Reprodução)

Ipês amarelos, roxos, quaresmeiras, manacás. Espécies da Mata Atlântica que encantam os olhos e agora também deixam viva a memória de muitas pessoas. No Cemitério e Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, São Paulo, as cinzas de corpos cremados se tornam árvores. A ideia começou cinco anos atrás de maneira tímida e hoje já se tornou opção para dezenas de famílias na hora de decidir o que fazer com as cinzas dos corpos dos entes queridos.

O pequeno bosque, que recebeu o nome “Paz e Vida”, tem pelo menos 300 árvores. E ainda tem a Urna ecológica, feita de fibras de coco totalmente biodegradável, que é acompanhada de sementes ou uma muda de árvore para ser plantada neste bosque, junto com as cinzas.

Reciclagem, pavimentação e vazão

Outra das medidas tomadas é a reciclagem de coroas de flores e matéria verde (folhas e galhos), que mais tarde tornam-se adubo orgânico utilizado nos jardins. A pavimentação é drenante e, por isso, absorve aproximadamente 78% da água precipitada. Isso reduz o risco local de enchentes e mantém o lençol freático inalterado. Também foram instalados Reservatórios de Retardamento de Vazão.

Reflorestamento

O Cemitério e Crematório Horto da Paz, ainda abriga um projeto de reflorestamento de 100 mil m², feito com espécies nativas da Mata Atlântica. Existe também um parque ecológico com trilhas e lagos.

É vida reciclada.