Evitar que o aquecimento global ultrapasse 1,5ºC pode evitar prejuízos de US$20 trilhões

(Foto: Pixabay)

Alcançar a meta de frear o aquecimento global em 1,5ºC, conforme prevê a meta mais ambiciosa do Acordo de Paris, representaria uma economia de US$20 trilhões, segundo um novo estudo publicado na revista científica Nature.

Esta é a primeira vez que uma pesquisa quantifica os benefícios econômicos da limitação do aquecimento global às metas mais ambiciosas do Acordo de Paris.

O tratado internacional estabelece que os países signatários contenham o aquecimento global a menos de 2ºC até o 2100, mas que tentem limitar o aumento da temperatura do planeta em 1,5ºC.

De acordo com o estudo, a maioria dos países se beneficiaria economicamente se o aquecimento global for limitado a 1,5ºC. Cerca de 71% dos países, em que estão 90% da população, teriam 75% de chance de reduzir o prejuízo econômico. Além das maiores econômicas do mundo, como China e Estados Unidos, os países mais pobres também seriam beneficiados.

“Os países que serão mais provavelmente beneficiados são os que já estão relativamente quentes atualmente. Os registros históricos mostram que um aquecimento adicional será muito danoso para as economias dessas nações – e que mesmo pequenas reduções no aquecimento futuro poderiam trazer enormes benefícios à maior parte dos países”, explica Marshall Burke, autor principal da pesquisa da Universidade de Stanford (EUA).

Caso o aquecimento não seja contido, os principais prejuízos são provenientes de gastos para lidar com eventos extremos, como queda da produtividade agrícola e impactos nos sistemas de saúde pública.

Para realizar a pesquisa, os cientistas combinaram dados históricos, projeções socioeconômicas e estimativas climáticas nos países, para avaliar os danos econômicos associados a diferentes níveis de aquecimento.

** Com informações do Estado de S.Paulo