Ondas de calor castigam a Europa

(Foto: Pixabay)

Um mês após diversas regiões do Hemisfério Norte serem atingidas por incêndios florestais, a Europa voltou a sofrer com fortes ondas de calor.

Desde domingo, as áreas florestais de Portugal estão sendo consumidas por incêndios e 37 pessoas já ficaram feridas. Em coletiva de imprensa, a Autoridade Nacional de Proteção Civil informou que desde o início do ano, ocorreram 7.795 incêndios florestais no país, que consumiram mais de 75 mil hectares. Apenas entre os dias 16 e 24 de julho, foram registrados 774 incêndios. Segundo o corpo de bombeiros português, a situação foi controlada.

Após quatro dias de incêndios intensos, os bombeiros conseguiram controlar as chamas na Riviera Francesa, que já destruíram 5 mil hectares. Segundo autoridades locais, 13 mil pessoas foram evacuadas e diversos bombeiros ficaram feridos, mas não houve nenhuma morte.

Já cidade de Roma, na Itália, enfrenta uma séria crise hídrica e está em racionamento de água. No sábado, o governo suspendeu a retirada de água do Lago Bracciano, que ajuda a abastecer a capital italiana.

A medida também foi tomada pelo Vaticano, que decidiu cortar a água das suas fontes na Praça de São Pedro e nas áreas internas, como nos Jardins Vaticanos e no território do Estado.

Segundo a rádio da Santa Sé, a decisão está “em sintonia com as doutrinas do Papa Francisco, que na encíclica ‘Laudato Si’ lembra que o costume de esbanjar e jogar fora alcançaram níveis inauditos”. Além disso, a água potável e limpa “representa uma questão de importância principal, porque é indispensável para a vida humana e para sustentar os ecossistemas terrestres e aquáticos”.

Meteorologistas italianos afirmam que o país teve uma das primaveras mais secas em 60 anos. De acordo com os dados, as chuvas ficaram 80% abaixo da média em algumas regiões da Itália.

As ondas de calor devem piorar nos próximos anos. De acordo com um estudo publicado no periódico Nature Climate Change, o fenômeno já atinge 30% da população mundial e deve se intensificar até 2100, causando a morte de sete em cada dez pessoas.

** Com informações do Jornal de Notícias, El Pais, Valor Econômico e do G1