Temporais, seca e geada: o que está acontecendo no clima do país

(Foto: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais)

Desde o início da semana, diversos estados estão sofrendo com os fortes temporais. Saiba como está a situação no país:

No Acre, um temporal causou danos em casas e derrubou árvores na cidade de Cruzeiro do Sul. O corpo de bombeiros recebeu pedido de ajuda para retirar uma árvore de cima de um carro. Uma parte do telhado do Hospital do Juruá também foi arrancada. Não há registro de feridos.

No Rio Grande do Sul, os gaúchos ainda lidam com os danos causados pelo forte temporal, que deixou duas pessoas mortas e pelo menos cinco pessoas feridas. Segundo a Defesa Civil, 56 municípios foram afetados e 3.701 casas danificadas pelo temporal. Ainda há lugares sem luz.

O último informativo revela 18 mil pessoas sem energia na área da RGE e 23 mil na região da RGE Sul. O número de clientes da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) também é alto.

Em 12 cidades, houve destelhamentos. Os municípios de Ijuí e Montenegro tiveram o maior número de casas danificadas, com 300 propriedades atingidas em cada cidade. Em Porto Alegre, 30 ruas e avenidas ficaram bloqueadas por árvores caídas e outras 16 estavam com problemas de eletricidade.

A cidade de Montenegro é a única em situação de emergência. A prefeitura estima um prejuízo de mais de R$12 milhões e 500 casas afetadas.

Em 24 horas, cinco pessoas morreram e 20 ficaram feridas em Minas Gerais devido as fortes chuvas, que atingiram Belo Horizonte, Uberaba, Juiz de Fora e a Zona da Mata.

A chuva também trouxe boas notícias para o estado mineiro. O abastecimento de água em quatro municípios, que estavam em rodízio, foi normalizado, de acordo com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

“Nós temos que lembrar que essa estiagem tem nos afetado há alguns anos. Então uma estiagem de vários anos não vai ser resolvida com poucos dias de chuva. Estamos com a chuva iniciando praticamente e vamos precisar que essa chuva se estenda. Nós temos que ter a expectativa que na segunda quinzena de outubro, novembro, dezembro, as chuvas continuem”, disse Marco Aurélio Ribeiro, gerente da Copasa ao G1.

Em algumas regiões do litoral do Nordeste, a chuva não para. A capital da Paraíba, João Pessoa, recebeu quase a quantidade de chuva prevista para todo o mês ontem (03). Houve queda de árvores e alagamentos.

Estiagem

Apesar da chuva em algumas áreas, a estiagem deve agravar a situação no Nordeste, já que a primavera não é época de chuva na maior parte da região.

No Maranhão, o Reservatório do Batatã está em nível crítico e opera com menos de 15% da sua capacidade. Quase 100 mil pessoas dependem do abastecimento do reservatório.

A capacidade atual é suficiente apenas para abastecer a cidade de São Luís por algumas semanas, segundo a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema). Para minimizar o problema, o abastecimento dos bairros está sendo feito em dias alternados.

O nível do rio Araguaia em Xambioá, no norte do Tocantins, abaixou quase 2 metros desde janeiro, segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Em alguns pontos, a altura da água não ultrapassa 20 centímetros e preocupa os 250 pescadores que dependem do rio.

(Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Para amenizar a situação, a secretária do Meio Ambiente do município, Marivalda Martins, informou que estão sendo tomadas medidas alternativas, como o reflorestamento das nascentes e a plantação de árvores nativas na beira do rio e na praia do Murici.

Geada

Na madrugada desta quarta-feira (04), cidades da Serra, região Oeste e Norte de Santa Catarina registraram temperaturas abaixo dos 4ºC. Em Urupema, os termômetros registraram 0ºC. Ao longo do dia, as máximas no estado variam entre 22 e 26ºC.

(Foto: Mycchel Hudsonn Legnaghi/ São Joaquim Online)

** Com informações do G1