Abril bate recorde de seca nos reservatórios de São Paulo

(Foto: Reprodução)

Apesar do alto índice de chuvas que atingiram os reservatórios da Grande São Paulo até o final de março, o nível de água dos mananciais voltou a cair em abril após um período de calor e seca.

Quatro dos seis reservatórios apresentaram queda no índice de chuvas. O Sistema Cantareira, o principal da região, registrou 3,9 mm de chuva, sendo que a mínima histórica do mês foi de 7,6 mm.Os mananciais de Guarapiranga, Alto Tietê e Rio Claro também tiveram quedas.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, especialistas afirmaram que o governador Geraldo Alckmin se precipitou ao “decretar” o fim da crise hídrica, o que levou ao fim das medidas de economia de água.

Segundo o geólogo e especialista em Recursos Hídricos da USP, Pedro Cortes, “no caso do Cantareira, a situação hoje é pior do que a de abril de 2013, quando ninguém falava em crise hídrica [que começaria no início de 2014]”, afirmou ao jornal.

Atualmente, o volume útil do Cantareira possui 36,1% da capacidade (sem o volume morto) e somando com o volume morto, o manancial está com 50,8% de água. Os especialistas também alertaram para um possível agravamento da situação hídrica no estado.

Para o engenheiro e presidente da Apecs, Luiz Roberto Gravina Pladevall, “É verdade que o ano de 2014 foi bastante atípico na nossa série histórica, mas este mês de abril também está sendo. E se isso é um prenúncio do que virá, poderemos ter a volta dos problemas de abastecimento”.

Quando questionados pelo jornal, a secretaria de Recursos Hídricos do Estado afirmou que “Não há qualquer sinal de necessidade de bombeamento do volume morto do sistema Cantareira nos próximos meses”.

Use água racionalmente, Não desperdice.