Racionamento na área central do DF começa hoje

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(Foto: Tony Winston/ Agência Brasília)

A partir desta segunda-feira, 27 de fevereiro, começa o racionamento de água nas regiões centrais do Distrito Federal, abastecidas pelo reservatório de Santa Maria.

Segundo a Caesb, a região central vai ficar um dia a cada seis dias sem água, seguindo os mesmos moldes da restrição aplicada nas regiões abastecidas pelo Descoberto. O abastecimento é interrompido às 8h, e só começa a ser retomado 24 horas depois. Como o ligamento é lento e gradual, a água pode levar até dois dias para voltar.

O racionamento afetará, aproximadamente, 557 mil pessoas em Asa Norte, Asa Sul, Lago Norte, Lago Sul, Noroeste, Sudoeste, Varjão, Taquari, Jardins Mangueiral, Paranoá, Itapoã, Setor de Oficinas Sul, Park Sul, Cruzeiro, Octogonal, no Setor Militar Urbano, no Setor de Indústria e Abastecimento e Estrutural.

Em um primeiro momento, ministérios, palácios, tribunais e outros órgãos públicos federais da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios não terão racionamento. Por “segurança nacional”, os palácios do Alvorada e Jaburu, residências oficiais da Presidência e da Vice-Presidência, também ficam fora do racionamento. Prédios que não estão na Praça dos Três Poderes, como o Tribunal de Contas da União ou a Procuradoria-Geral da República, vão sofrer corte de água.

Escolas e hospitais têm previsão de serem abastecidas por caminhão-pipa.

Procurado pelo G1, o especialista em gestão de água José Galizia Tundisi afirmou que o governo errou ao submeter apenas parte da população ao racionamento, já que o modelo adotado acaba poupando os mais ricos e não divide os impactos da crise por igual. Já o governo afirmou que o critério adotado para o racionamento é “puramente técnico” e que “a questão econômica das regiões não foi considerada”.

** Com informações do G1