São Paulo tem o fevereiro mais seco desde 2005

(Foto: Pixabay)

Em fevereiro, choveu 127,3 mm em São Paulo, o terceiro menor índice registrado no mês em 75 anos e o mais seco desde 2005, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Até o início da semana, o mês era considerado o mais seco da história, mas a chuva de segunda-feira (26) correspondeu a 70% do total registrado em fevereiro, que teve apenas oito dias de chuva.

Com o baixo índice de chuva, os sistemas terminaram o mês em queda. O Cantareira opera em 52,4% da sua capacidade; o Alto Tietê, com 59,2%; o Guarapiranga, com 76,4%; o Alto de Cotia, em 90,1%; o Rio Grande, em 82,8%; e o sistema Rio Claro com 102% da capacidade, de acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Crise hídrica

Em março, o anúncio do fim da crise hídrica, que atingiu o estado, completa dois anos, mas especialistas concordam que ainda há o risco de um novo desabastecimento, mesmo que a situação atual seja melhor. Hoje, o reservatório do Cantareira opera com os mesmo níveis da fase anterior ao início da crise há quatro anos.

Segundo o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo e presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, com as obras e a conscientização da população, a situação é mais tranquila.

Para o engenheiro especializado em gestão de recursos hídricos e professor da Universidade Mackenzie, Paulo Ferreira, não há água sobrando no estado. “Hoje estamos no limite, o que produz gasta, e nós não temos reserva. Dizer que estamos fora da crise hídrica é um pouco temerário. Se ficarmos um período hidrológico de um ano irregular, acho que voltamos para a crise”.

** com informações da Band e do G1.