Deputados divergem sobre rumos da política ambiental brasileira

(Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados)

As frentes parlamentares ambientalista e do agronegócio na Câmara dos Deputados projetam desafios e obstáculos para a elaboração de políticas públicas ambientais.

O deputado Nilto Tatto prevê retrocessos na atuação brasileira diante dos acordos internacionais do clima, da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável.

“O governo desacredita em tudo aquilo que a humanidade produziu do ponto vista de ciência e de pesquisa sobre os limites do planeta. Com isso, a montagem do governo mostra que o Brasil vai trabalhar no sentido de não cumprir as metas, numa perspectiva de aumentar mais ainda a emissão de gases do efeito estufa, com consequências gravíssimas do ponto de vista ambiental e da saúde humana”, afirmou.

Para o deputado Giovani Cherini (PR-RS), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária, o saneamento básico é o principal desafio ambiental do país e acredita que haverá equilíbrio nas ações do governo para evitar que as licenças ambientais travem o desenvolvimento econômico.

“A balança comercial de R$95 bilhões se equilibrou em função do agronegócio. É preciso tirar os exageros e diminuir o tempo das licenças ambientais. Não são os organismos internacionais que têm que dizer o que o Brasil tem que fazer”, disse.

O atual coordenador de meio ambiente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o deputado Valdir Colatto ressaltou que o agronegócio também vai cobrar as pendências do novo Código Florestal, em vigor desde 2012.

** Com informações da Agência Câmara de Notícias