Alertas de desmatamento crescem 51,45% no primeiro trimestre na Amazônia

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(Foto: Pixabay)

Os alertas de desmatamento na floresta Amazônica foram de 796,08 km² no primeiro trimestre, um crescimento de 51,45% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Apenas no mês de março, os alertas aumentaram 30% em comparação ao mesmo mês do ano passado, passando de 251,3 km² (2019) para 326,51 km² (2020). Este é o segundo maior índice de alertas de desmatamentos para o mês desde 2016, atrás apenas de 2018.

Os alertas diários são emitidos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) e servem para embasar ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo o coordenador de operações de fiscalização do Ibama, Hugo Loss, a devastação no bioma aumentou, mesmo em meio à pandemia, na expectativa de que a fiscalização ambiental não tivesse o mesmo rigor, o que deixaria os indígenas mais expostos a invasores.

No período, as áreas de preservação mais afetadas são a Floresta Nacional do Jamanxim e a área de proteção ambiental do Tapajós, ambas no Pará, e a reserva extrativista Chico Mendes, no Acre.

O Pará é o estado com o maior número de alertas em março, com 122 km² (37), seguido pelo Amazonas, com 73 km² e o Mato Grosso, com 68 km². Enquanto Amapá, Maranhão e Tocantins não tiveram registros.

O desmatamento é impulsionado por causa de grandes projetos de infraestrutura no Pará e de grilagem de terras no Amazonas.