Desmatamento na Amazônia é o maior registrado desde 2008

toras de madeira, árvores desmatadas, desmatamento
(Foto: Pixabay)

Entre agosto de 2018 e julho de 2019, foram desmatados 9.762 km² na Amazônia, um aumento de 29,5% em relação ao período anterior. Os dados foram divulgados, nesta segunda (18), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

De acordo com a análise, o crescimento é o maior desde 2008, quando o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) detectou o desmatamento de 12.911 km². 

A taxa é a terceira maior alta percentual da devastação na história, perdendo apenas para 1995 (95%) e 1998 (31%).

O índice também é 42,8% maior do que os números divulgados antes nos alertas de desmatamento pelo o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que havia emitido um alerta de 6.833,9 km² neste ano.

Desde 2012, o desmatamento anual tem aumentado, em média 11,4%.

Questionado sobre a alta, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o desmatamento tem relação com atividades econômicas ilegais e ressaltou que o governo precisa “de estratégias para conter isso”.

“Queremos um ambientalismo de resultados e, sem isso, vamos continuar vendo isso. Precisamos de alternativa de economia sustentável para aquela região da Amazônia”, disse em entrevista coletiva.

Salles também afirmou que se reunirá na quarta (20) com representantes estaduais e federais para discutir medidas para combater o desmatamento.

Em nota, o Observatório do Clima avalia que o crescimento é “decorrência direta da estratégia implementada por Bolsonaro de desmontar o Ministério do Meio Ambiente, desmobilizar a fiscalização, engavetar os planos de combate ao desmatamento dos governos anteriores e empoderar, no discurso, criminosos ambientais”.

** Com informações do G1 e do Observatório do Clima