Dificuldades para financiamento na agropecuária brasileira

É preciso elaborar plano de baixa emissão de carbono.

Mesmo respondendo por 1/3 das emissões brasileiras do total de gases que provocam o efeito estufa, as ações mitigadoras para essa área, previstas na Política Nacional sobre Mudança de Clima, estão restritas ao Plano ABC, único destinado à agricultura de baixo carbono, e que atualmente responde somente por 1,6% de todo o financiamento para o setor agropecuário.

Os programas Intensifica Pecuária e Mais Pecuária proporcionam ganhos indiretos para o clima, na medida em que o primeiro leva a uma melhoria na eficiência da produção e o segundo colabora para a limitação da fronteira agrícola, no entanto, não preveem nenhuma contrapartida ambiental.

Marina Piatto, coordenadora da Iniciativa para o Clima e Agricultura do IMAFLORA (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), esteve a frente da análise das políticas para a  agropecuária sob a ótica das mudanças climáticas e chama a atenção para o fato do programa destinado à agricultura familiar (Pronaf), que responde por 80% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro, prescindir de práticas ambientais e lembra que muitas das políticas agrícolas não estão sendo revistas, conforme estabelecido quando foram criadas.

A íntegra do trabalho está aqui e a análise das linhas de financiamento começa na página 30 e vai até a 48.