Barreira de Corais na Austrália resistiu a cinco eventos de quase extinção

(Foto: Freepik)

A Grande Barreira de Corais, na Austrália, se recuperou cinco vezes de situações em que quase foi extinta, nos últimos 30 mil anos, revela uma nova pesquisa publicada na revista científica Nature Geoscience.

Apesar da resiliência descoberta pelos cientistas, atualmente, o ecossistema enfrenta o seu maior desafio com o aquecimento global. Segundo o coautor do artigo Jody Webster, da Universidade de Sydney, o coral “provavelmente não enfrentou mudanças na temperatura da superfície do mar e na acidificação nesta proporção”.

“Tenho sérias preocupações sobre a capacidade de sobrevivência dos corais em sua forma atual ao ritmo de mudanças provocadas pelos muitos estresses atuais e àqueles projetados para o futuro próximo”, afirmou.

De acordo com o estudo, no passado, o coral se moveu entre 20 centímetros e 1,5 metro ao ano na costa marinha para enfrentar mudanças em seu ambiente, em direção ao mar ou para a terra, de acordo como nível dos oceanos.

Entretanto, a mobilidade pode não ser o suficiente para se recuperar dos atuais desafios. As taxas de mudança “provavelmente são muito rápidas agora e nas projeções futuras”, alerta o pesquisador.

A Grande Barreira de Corais, considerada um dos Patrimônios da Humanidade, sofre com os efeitos do branqueamento, um fenômeno que ocorre quando um estresse, normalmente técnico, faz com que o recife expulse algas microscópicas, que são a principal fonte de alimento do coral e lhe dão cor. Então quando a água do oceano aquece mais do que o normal, essas algas são expelidas e o coral passa fome, fazendo com ele esbranquice e morra.

Os recifes de coral são o lar de cerca de um quarto da vida marinha e servem de berçário para muitas espécies de peixes.

** Com informações da AFP