Estudo confirma que pesticidas colocam abelhas em perigo

(Foto: Pixabay)

Os pesticidas neonicotinoides ameaçam a existências das populações de abelhas, confirmou novo estudo da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), órgão de controle de segurança alimentar da União Europeia (UE).

O estudo analisou detalhadamente os efeitos dos neonicotinoides  clothianidina, imidacloprid e tiametoxam e avaliou o impacto nas abelhas em três rotas: resíduos no pólen e néctar de abelhas, derramamento de poeira durante a semeadura ou aplicação de sementes tratadas e consumo de água.

A entidade concluiu que quando os pesticidas são usados em culturas dentro de estufas, apresentam um baixo risco para as abelhas. Entretanto, em culturas florestais, as abelhas correm um alto risco.

Desde 2014, a União Europeia tem uma moratória sobre o uso desses pesticidas após pesquisas apontarem para os possíveis danos das substâncias nas abelhas, que são cruciais para a polinização de culturas.

Empresas químicas argumentam que os pesticidas não são os únicos responsáveis pela queda no número global de abelhas, mas que o fenômeno é causado por uma série de fatores. A proibição do produto também causaria novos danos, forçando os agricultores a estender as terras agrícolas.

O relatório da EFSA, que incluiu uma revisão sistemática das evidências encontradas em 2013, é considerado crucial para a permanência da moratória. A UE discutirá a proposta para proibir o uso dos três neonicotinoides no próximo mês durante o Comitê Permanente de Alimentos para Animais e Plantas.

** Com informações da Reuters